segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Tão Forte Quanto o Aço
Sugar, Sugar. Joana chamava o animal dessa maneira. Na verdade Marcos achava aquilo meio ridículo. Vê-la ali, chamando um potente cavalo de Sugar. Um animal que possuía um pescoço grosso, forte, lindo e com o corpo repleto de músculos que pareciam aço brilhando banhados pelo sol. O suor escorria-lhe pela virilha, pelo pescoço. O olhar caído e estático. Um cavalo Crioulo que parecia imbatível. Joana passava-lhe a mão na cabeça e chorava. Marcos ali, olhando a cena toda. O animal ofegou agoniado.
- O quê vamos fazer? - disse Joana Trêmula. O suor brotava-lhe nas têmporas. Marcos continuou observando a cena parado um pouco atrás de Joana. Via aquelas duas figuras ali como se uma fizesse parte da outra. Passou a mão no rosto e suspirou cansado. O animal caído, estirado na grama verde, os olhos perdidos no vazio. Por um instante Marcos se deixa levar como que envolto numa nuvem, vê-se em Porto Alegre antes de irem para aquela pequena cidade no interior do Estado. Lembra de Joana no quarto, feliz enquanto preparava as malas para passar o feriado naquela cidadezinha coberta por verde. Joana falava entusiasmada sobre a criação de cavalos Crioulo que havia lá. Marcos ouvia a tudo enquanto fumava um cigarro.
Joana continuava passando a mão sobre a cabeça do animal, sentia o coração disparado.
- Faça alguma coisa! - disse ela, chorando.
- Ele quebrou o pescoço.
Sugar, Sugar”…
- Não há nada a fazer - disse Marcos num sussurro. Olhou para o animal, o brilho do seu pêlo, os músculos do corpo que lembravam aço talhados ali. Uma potência bruta que causava em Marcos a sensação de fragilidade ao comparar com sua carne fraca, sua pele fina, branca. Seus ossos poderiam esmilhagar-se contra a força daquele animal que agonizava tombado em sua frente. Nenhum outro homem por perto, apenas árvores e o vasto pampa numa bela tarde ensolarada. Joana permanecia agachada ao lado do cavalo, apenas murmurando:
“Sugar, Sugar…”.
- O quê vamos fazer? - disse Joana Trêmula. O suor brotava-lhe nas têmporas. Marcos continuou observando a cena parado um pouco atrás de Joana. Via aquelas duas figuras ali como se uma fizesse parte da outra. Passou a mão no rosto e suspirou cansado. O animal caído, estirado na grama verde, os olhos perdidos no vazio. Por um instante Marcos se deixa levar como que envolto numa nuvem, vê-se em Porto Alegre antes de irem para aquela pequena cidade no interior do Estado. Lembra de Joana no quarto, feliz enquanto preparava as malas para passar o feriado naquela cidadezinha coberta por verde. Joana falava entusiasmada sobre a criação de cavalos Crioulo que havia lá. Marcos ouvia a tudo enquanto fumava um cigarro.
Joana continuava passando a mão sobre a cabeça do animal, sentia o coração disparado.
- Faça alguma coisa! - disse ela, chorando.
- Ele quebrou o pescoço.
Sugar, Sugar”…
- Não há nada a fazer - disse Marcos num sussurro. Olhou para o animal, o brilho do seu pêlo, os músculos do corpo que lembravam aço talhados ali. Uma potência bruta que causava em Marcos a sensação de fragilidade ao comparar com sua carne fraca, sua pele fina, branca. Seus ossos poderiam esmilhagar-se contra a força daquele animal que agonizava tombado em sua frente. Nenhum outro homem por perto, apenas árvores e o vasto pampa numa bela tarde ensolarada. Joana permanecia agachada ao lado do cavalo, apenas murmurando:
“Sugar, Sugar…”.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
ebook
http://www.4shared.com/document/AVXhObOs/MOSTRUARIO_DO_ABSURDO_FANTASTI.html
Para quem quiser "baixar" meu ebook de contos. Mostruário do Absurdo Fantástico. Parece que neste ano realmente não escreverei mais nada. Ainda que tivesse pensado em outro ebook de contos, talvez uma novelinha. No momento penso em quadrinhos, terminei uma pequena HQ (totalmente sem graça e sentido, no qual ao vê-la pronta pensei o motivo de um homem de 40 anos perder tempo com aquilo) e tenho que preparar outra. Pediram uma HQ suja, no qual eu teria vergonha de mostrar, de dizer que sou o autor, que poderia queimar meu filme no meio dos quadrinhos (já tá queimado). Tô pensando em um casal de coelhos, no qual a fêmea não da folga para o pobre coelho... Sexo, sexo e sexo... vamos ver... No mais... Falta de tempo, trabalho mal remunerado, falta de grana, falta de muita coisa. Ah, faltam alguns meses para completar quarentão.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
FIGHT CLUB - Chuck Palahniuk
Quando assisti Clube da Luta há muitos anos, eu nunca tinha ouvido falar em Chuck Palahniuk. Também na época continuei não sabendo nada do cara. De qualquer forma gostei muito do filme, e pensei em quem teria escrito aquilo. Aconteceu que acabou caindo em minhas mãos o livro Clube da Luta pouco tempo depois que assisti ao filme, e só recentemente li Invisible Monsters, em alguns momentos assustador. Desde então, - buenas - já no tempo de Clube da Luta, Palahniuk tornou-se um dos meus autores prediletos. Claro, apesar de minha extrema sensibilidade. Agora espero conseguir outros livros de Chuck Palahniuk para ler. Sempre um soco no estômago.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Adeus, Bogotá!
Durante toda la tarde, Silvia deseó estar en una playa del Caribe mientras se bañaba en el tanque que quedaba en el fondo de su pequeño patio. Al mirar el viejo tanque en el suelo, Silvia no tuvo duda en trasformarlo en una piscina para refrescarse, cuando una gran ola de calor tomó Porto Alegre. Nadie aguantaba quedarse dentro de las barracas del pueblo, un vaho caliente invadía todo. Los moradores recordaban peces afuera del agua luchando por respirar.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Daniel na Cova dos Leões (Sexto dia)
Por mais que eu tente Andréa sempre está por perto. Não literalmente, não fisicamente, mas aqui, aqui dentro, dentro da minha cabeça. Abro a geladeira e ela está lá, vou ao banheiro e ela está lá, vou ao açougue e ela está lá, bebo com os amigos e ela também está presente. Quando durmo, adormeço com ela. E mesmo assim, ela estando sempre em minha cabeça, e talvez por isto, não vejo a hora de estar com ela. Fisicamente. Ouço um estalo na porta e torço para que seja ela, chego em casa, e torço para que ela esteja me esperando, vou dormir, torcendo para que ela apareça.
Sentado na cadeira observo um besouro que saiu não sei de onde sobrevoar minha cabeça. Fica zunindo, zunindo, as asas movendo-se numa velocidade inacreditável sob a carapaça que a cobre quando está em repouso. Ele segue sobrevoando minha cabeça, fazendo círculos sobre ela, um círculo que se espande e se encurta, batendo nas paredes, no forro. Fico observando ele lá com o pressentimento que logo ele pousará sobre minha cabeça. Engenharia perfeita. Imagino ele parado, em repouso ou movendo-se lentamente, gorducho, lembrando algo, um fusca ou um pequeno furgão. Aquilo não voa, você pensa. Então ele levanta a carapaça que lhe cobre as pequenas assas finíssimas, transparentes e num movimento rápido levanta vôo movendo suas asas numa velocidade incrível.
Finalmente o besouro some e volto a folhear os classificados do jornal em busca de uma vaga para jornalista, em qualquer jornal que esteja precisando de um.
A noite Andréa finalmente aparece. Se eu tivesse me olhando no espelho tenho certeza que veria meus olhos brilharem. Ela sorri e me beija. Pergunto se ela quer sair - não sem antes irmos para a cama -, que meus amigos nos convidaram para beber em algum bar e jogar conversa fora. Ela responde tranquilamente que não gosta deles, respondo dizendo que também não gosto dos seus. É a primeira vez que discutimos. Andréa remexe a bolsa em busca cigarros, encontra e acende um. Nessa noite começo a fumar. Andréa ri e logo esquecemos os amigos. Carlos, Ernesto, Marcos, Tico, todos eles, todos meus amigos. Eles que se fodam.
Andréa veste um vestido de tecido leve, acredito ser de algodão, de cor azul. Preciso dela e me pergunto se ela precisa de mim. Algumas perguntas é melhor você não ter a resposta.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Capitão América
Primeiro trailer oficial do filme "Capitão América: o Primeiro Vingador"
sábado, 5 de fevereiro de 2011
MORANGOS E UVAS
Está bem, não adianta me perguntar. Simplesmente eu não sei o motivo, mas alguns textos, alguns que escrevi eu continuo gostando. Sinceramente acho que são menos que a quantia dos dedos da mão. Mas alguns, alguns eu encontro por aí e tenho uma simpatia, carinho até. Entre eles está Morangos e Uvas. Encontrei e bateu a vontade de postá-lo no Cavalos. Talvez pela centéssima vez. Não importa. Leia quem quer.
MORANGOS E UVAS
Vendi o porco, e Clara deu graças à Deus. Pudera, já estava na hora de eu dar uma boa notícia para Clara. Ela estendia algumas roupas no pequeno varal quando cheguei com um sorriso no rosto. O porco, além de feder, fazia uma sujeira desagraçada, juntava moscas e continuava magro.
Jamais conseguiríamos engordar aquele animal nojento. Clara lavou roupas como uma condenada e acabou ganhando o porco como pagamento. O negócio não era esse. Clara lavava roupas por dinheiro, e não por porcos, mas uma cliente não tinha como pagar e ofereceu o porco. Clara aceitou. Morena das boas, cativante e bonita. Percebi logo quando a vi pela primeira vez, sentada enquanto bebericava uma cerveja com outras duas mulheres. Uma delas era Sueli. Sueli ajudou, tive que pagar algumas cervejas e uma porção de batatas fritas. Sueli nos apresentou e no meio da noite eu senti os lábios e a língua de Clara. Esqueci Juliana. Não sou culpado.
Dois meses de tentativas frustradas e ninguém queria comprar o animal. Pequeno, feio e magro. Clara já se arrependera de ter aceito o porco como pagamento, pensara que conseguiria vendê-lo facilmente. Coisa que não aconteceu. Estávamos apertados, precisando de dinheiro, e então Clara aceitou o animal. Ofereceu-o para todos, colou na parede do armazém um pequeno cartaz que ela mesma fez, caprichando na propaganda. Disse-me para oferecer o porco aos meus amigos e conhecidos, para vendê-lo. Não agüentávamos mais aquele animal, e o dinheiro da venda seria bem-vindo.
Era triste ver Clara debruçada sobre o tanque, com montes de roupas encardidas e velhas para lavar. Roupas que vestiam pessoas que mal conhecíamos e que faziam o corpo de Clara doer. Terminava com dor nas costas, descadeirada, e mesmo assim sorria fácil.
Foi num sábado ensolarado que não agüentei mais, acordei ao lado de Clara, decidido a vender aquele porco. Aquela bosta de porco feio. Passaríamos a noite bebendo vinho, comendo saborosos quitutes, morangos e uvas... Eu venderia aquele porco para agradar Clara.
Levantei da cama cedo, tomando cuidado para não despertar Clara. Bebi uma xícara de café preto e saí para pegar o porco a fim de tentar vendê-lo. A manhã estava fresca e agradável, o sol brilhava prometendo um belo dia. Fui ao pequeno chiqueiro improvisado ao lado da casa, encontrei o animal fuchicando tranqüilamente com o focinho uma melancia cortada ao meio. Algumas moscas voavam ao redor, pousavam sobre a melancia e sobre a cabeça do porco. Corri atrás do animal que se esgueirava rente ao cercado até conseguir pegá-lo. Ajeitei-o com algum esforço dentro de uma caixa de madeira, o porco equilibrava-se, escorregava levemente para os lados com os olhos assustados.
Amarrei com uma corda a caixa sobre a traseira de uma velha camioneta emprestada por um amigo, entrei, dei a partida e pus-me a rodar pelo bairro. Sem saber ao certo para onde ir, fiquei algum tempo zanzando com o porco pelo bairro, a camioneta tremia, batia, parecia que iria se despedaçar a qualquer momento. Passei por uma turma de homens que conversavam em frente a um bar, parei e ofereci o porco. Mostrei o animal que adquiria um aspecto cada vez pior, a camioneta torrava por causa do calor que aumentava. O sol brilhava como uma bola de fogo louca e forte. O porco parecia tonto, com olhar morto ele fitáva-nos, baixava a cabeça e raspava o nojento fochinho no chão da pequena caixa de madeira. Logo ele estaria com sede, talvez já estivesse. “Ninguém comprará esse animal horrível”, pensei ao observá-lo. Os homens olharam-me com desconfiança e curiosidade, analizaram o porco e fizeram piadas a respeito do animal. Baixei o preço, limpei o suor que brotava em minha fonte, cuspi. De repente um velho que ouvia nossa conversa enquanto pitava um cigarro de palha aproximou-se vagarosamente. Olhou o porco, fucinho nojento, orelhas caídas, patas de besta... e fez uma oferta pelo animal. Fechei negócio, peguei o dinheiro e o velho levou o porco.
“Vendi o porco”, cheguei anunciando para Clara. Ela sorriu de satisfação, já no tanque. “Essa noite é nossa”, prometi enquanto a abraçava com ternura. Comprei o vinho, morangos e uvas para Clara.
De borrachas e outras coisas
Asfalto, borracha, ruídos, pessoas batendo em você. Atropelo. Cimento e concreto. A beleza urbana, urbanóides. Moro, vivo neste pedaço de terra aí. Isolado, e ainda tem um céu azul e belas nuvens, árvores e mata. Gosto do lugar, da calamaria e das noites estreladas. Ainda tem o som de um velho trem de carga que passa próximo. A noite, deitado, dá para ouvir o som dele atravessando a mata como uma velha serpente mágica. É um dos sons mais lindos que existe, trens são mágicos. Algumas noites sento na varando e fumo um cigarro, fico observando a paisagem, a noite imensa, as estrelas brilhantes. Alguns amigos perguntam como consigo viver distante, isolado, fora do mundo. Como consigo?...
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Clase - Por Charles Bukowski
No estoy muy seguro del lugar. Algún sitio al Noroeste de California. Hemingway acababa de terminar una novela, había llegado de Europa o de no sédonde, y ahora estaba en el ring pegándose con un tipo. Había periodistas, críticos, escritores -bueno, toda esa tribu- y también algunas jóvenes damas sentadas entre las filas de butacas. Me senté en la última fila. La mayor parte de la gente no estaba mirando a Hem. Sólo hablaban entre sí y se reían.
El sol estaba alto. Era a primera hora de la tarde. Yo observaba a Ernie. Tenía atrapado a su hombre, y estaba jugando con él. Se le cruzaba, bailaba, le daba vueltas, lo mareaba. Entonces lo tumbó. La gente miró. Su oponente logró levantarse al contar ocho. Hem se le acercó, se paró delante de él, escupió su protector bucal, soltó una carcajada, y volteó a su oponente de un puñetazo. Era como un asesinato. Ernie se fue hacia su rincón, se sentó. Inclinó la cabeza hacia atrás y alguien vertió agua sobre su boca.
Yo me levanté de mi asiento y bajé caminando despacio por el pasillo central. Llegué al ring, extendí la mano y le di unos golpecitos a Hemingway en el hombro.
-¿Señor Hemingway?
-¿Sí, qué pasa?
-Me gustaría cruzar los guantes con usted.
-¿Tienes alguna experiencia en boxeo?
-No.
-Vete y vuelve cuando hayas aprendido algo.
-Mire, estoy aquí para romperle el culo.
Ernie se rió estrepitosamente. Le dijo al tío que estaba en el rincón.
-Ponle al chico unos calzones y unos guantes.
El tío saltó fuera del ring y yo le seguí hasta los vestuarios.
-¿Estás loco, chico? -me preguntó.
-No sé. Creo que no.
-Toma. Pruébate estos calzones.
-Bueno.
-Oh, oh... Son demasiado grandes
-A la mierda. Están bien.
-Bueno, deja que te vende las manos.
-Nada de vendas.
-¿Nada de vendas?
-Nada de vendas.
-¿Y qué tal un protector para la boca?
-Nada de protectores.
-¿Y vas a pelear en zapatos?
-Voy a pelear en zapatos.
Encendí un puro y salimos afuera. Bajé tranquilamente hacia el ring fumando mi puro. Hemingway volvió a subir al ring y ellos le colocaron los guantes.
No había nadie en mi rincón. Finalmente alguien vino y me puso unos guantes. Nos llamaron al centro del ring para darnos las instrucciones.
-Ahora, cuando caigas a la lona -me dijo el árbitro- yo...
-No me voy a caer -le dije al árbitro.
Siguieron otras instrucciones.
-Muy bien, volved a vuestros rincones; y cuando suene la campana, salid a pelear. Que gane el mejor. Y -se dirigió hacia mí- será mejor que te quites ese puro de la boca.
Cuando sonó la campana salí al centro del ring con el puro todavía en la boca.
Me chupé toda una bocanada de humo, y se la eché en la cara a Hemingway. La gente rió. Hem se vino hacia mí, me lanzó dos ganchos cortos, y falló ambos golpes. Mis pies eran rápidos. Bailaba en un continuo vaivén, me movía, entraba, salía, a pequeños saltos, tap tap tap tap tap, cinco veloces golpes de izquierda en la nariz de Papá. Divisé a una chica en la fila frontal de butacas, una cosa muy bonita, me quedé mirándola y entonces Hem me lanzó un directo de derecha que me aplastó el cigarro en la boca. Sentí cómo me quemaba los labios y la mejilla, me sacudí la ceniza, escupí los restos del puro y le pegué un gancho en el estómago a Ernie. El respondió con un derechazo corto, y me pegó con la izquierda en la oreja. Esquivó mi derecha y con una fuerte volea me lanzó contra las cuerdas.
Justo al tiempo de sonar la campana me tumbó con un sólido derechazo a la barbilla. Me levanté y me fui hasta mi rincón. Un tío vino con una toalla.
-El señor Hemingway quiere saber si todavía deseas seguir otro asalto.
-Dile al señor Hemingway que tuvo suerte. El humo se me metió en los ojos. Un asalto más es todo lo que necesito para finalizar el asunto.
El tío con la toalla volvió al otro extremo y pude ver a Hemingway riéndose.
Sonó la campana y salí derecho. Empecé a atacar, no muy fuerte, pero con buenas combinaciones. Ernie retrocedía, fallando sus golpes. Por primera vez pude ver la duda en sus ojos.
¿Quién es este chico?, estaría pensando. Mis golpes eran más rápidos, le pegué más duro. Atacaba con todo mi aliento. Cabeza y cuerpo. Una variedad mixta. Boxeaba como Sugar Ray y pegaba como Dempsey.
Llevé a Hemingway contra las cuerdas. No podía caerse. Cada vez que empezaba a caerse, yo lo enderezaba con un nuevo golpe. Era un asesinato. Muerte en la tarde. Me eché hacia atrás y el señor Hemingway cayó hacia adelante, sin sentido y ya frío.
Desaté mis guantes con los dientes, me los saqué, y salté fuera del ring. Caminé hacia mi vestuario; es decir, el vestuario del señor Hemingway, y me di una ducha. Bebí una botella de cerveza, encendí un puro y me senté en el borde de la mesa de masajes. Entraron a Ernie y lo tendieron en otra mesa. Seguía sin sentido. Yo estaba allí, sentado, desnudo, observando cómo se preocupaban por Ernie. Había algunas mujeres en la habitación, pero no les presté la menor atención. Entonces se me acercó un tío.
-¿Quién eres? - me preguntó-. ¿Cómo te llamas?
-Henry Chinaski.
-Nunca he oído hablar de ti -dijo.
-Ya oirás.
Toda la gente se acercó. A Ernie lo abandonaron. Pobre Ernie. Todo el mundo se puso a mi alrededor. También las mujeres. Estaba rodeado de ladrillos por todas partes menos por una. Sí, una verdadera hoguera de clase me estaba mirando de arriba a abajo. Parecía una dama de la alta sociedad, rica, educada, de todo -bonito cuerpo, bonita cara, bonitas ropas, todas esas cosas-. Y clase, verdaderos rayos de clase.
-¿Qué sueles hacer? -preguntó alguien.
-Cojer y beber.
-No, no- Quiero decir en qué trabajas.
-Soy friegaplatos.
-¿Friegaplatos?
-Sí.
-¿Tienes alguna afición?
-Bueno, no sé si puede llamarse una afición. Escribo.
-¿Escribes?
-Sí.
-¿Qué?
-Relatos cortos. Son bastante buenos.
-¿Has publicado algo?
-No.
-¿Por qué?
-No lo he intentado.
-¿Dónde están tus historias?
-Allá arriba -señalé una vieja maleta de cartón.
-Escucha, soy un crítico del New York Times. ¿Te importa si me llevo tus relatos a casa y los leo? Te los devolveré.
-Por mi de acuerdo, culo sucio, sólo que no sé dónde voy a estar.
La estrella de clase y alta sociedad se acercó:
-El estará conmigo. -Luego me dijo-. Vamos, Henry, vístete. Es un viaje largo y tenemos cosas que... hablar.
Empecé a vestirme y entonces Ernie recobró el sentido.
-¿Qué coño pasó?
-Se encontró con un buen tipo, señor Hemingway -le dijo alguien.
Acabé de vestirme y me acerqué a su mesa.
-Eres un buen tipo, Papá. Pero nadie puede vencer a todo el mundo. -Estreché su mano-. No te vueles los sesos.
Me fui con mi estrella de alta sociedad y subimos a un coche amarillo descapotado, de media manzana de largo. Condujo con el acelerador pisado a fondo, tomando las curvas derrapando y chirriando, con el rostro bello e impasible. Eso era clase. Si amaba de igual modo que conducía, iba a ser un infierno de noche.
El sitio estaba en lo alto de las colinas, apartado. Un mayordomo abrió la puerta.
-George -le dijo-. Tómate la noche libre. O, mejor pensado, tómate la semana libre.
Entramos y había un tío enorme sentado en una silla, con un vaso de alcohol en la mano.
-Tommy -dijo ella- desaparece.
Fuimos introduciéndonos por los distintos sectores de la casa.
-¿Quién era ese grandulón?
-Thomas Wolfe -dijo ella-. Un coñazo.
Hizo una parada en la cocina para coger una botella de bourbon y dos vasos. Entonces dijo:
-Vamos.
La seguí hasta el dormitorio.
A la mañana siguiente nos despertó el teléfono. Era para mí. Ella me alcanzó el auricular y yo me incorporé en la cama.
-¿Señor Chinaski?
-¿Sí?
-Leí sus historias. Estaba tan exitado que no he podido dormir en toda la noche. ¡Es usted seguramente el mayor genio de la década!
-¿Sólo de la década?
-Bueno, tal vez del siglo.
-Eso está mejor.
-Los editores de Harperis y Atlantic están ahora aquí conmigo. Puede que no se lo crea, pero cada uno ha aceptado cinco historias para su futura publicación.
-Me lo creo -dije.
El crítico colgó. Me tumbé. La estrella y yo hicimos otra vez el amor.
El sol estaba alto. Era a primera hora de la tarde. Yo observaba a Ernie. Tenía atrapado a su hombre, y estaba jugando con él. Se le cruzaba, bailaba, le daba vueltas, lo mareaba. Entonces lo tumbó. La gente miró. Su oponente logró levantarse al contar ocho. Hem se le acercó, se paró delante de él, escupió su protector bucal, soltó una carcajada, y volteó a su oponente de un puñetazo. Era como un asesinato. Ernie se fue hacia su rincón, se sentó. Inclinó la cabeza hacia atrás y alguien vertió agua sobre su boca.
Yo me levanté de mi asiento y bajé caminando despacio por el pasillo central. Llegué al ring, extendí la mano y le di unos golpecitos a Hemingway en el hombro.
-¿Señor Hemingway?
-¿Sí, qué pasa?
-Me gustaría cruzar los guantes con usted.
-¿Tienes alguna experiencia en boxeo?
-No.
-Vete y vuelve cuando hayas aprendido algo.
-Mire, estoy aquí para romperle el culo.
Ernie se rió estrepitosamente. Le dijo al tío que estaba en el rincón.
-Ponle al chico unos calzones y unos guantes.
El tío saltó fuera del ring y yo le seguí hasta los vestuarios.
-¿Estás loco, chico? -me preguntó.
-No sé. Creo que no.
-Toma. Pruébate estos calzones.
-Bueno.
-Oh, oh... Son demasiado grandes
-A la mierda. Están bien.
-Bueno, deja que te vende las manos.
-Nada de vendas.
-¿Nada de vendas?
-Nada de vendas.
-¿Y qué tal un protector para la boca?
-Nada de protectores.
-¿Y vas a pelear en zapatos?
-Voy a pelear en zapatos.
Encendí un puro y salimos afuera. Bajé tranquilamente hacia el ring fumando mi puro. Hemingway volvió a subir al ring y ellos le colocaron los guantes.
No había nadie en mi rincón. Finalmente alguien vino y me puso unos guantes. Nos llamaron al centro del ring para darnos las instrucciones.
-Ahora, cuando caigas a la lona -me dijo el árbitro- yo...
-No me voy a caer -le dije al árbitro.
Siguieron otras instrucciones.
-Muy bien, volved a vuestros rincones; y cuando suene la campana, salid a pelear. Que gane el mejor. Y -se dirigió hacia mí- será mejor que te quites ese puro de la boca.
Cuando sonó la campana salí al centro del ring con el puro todavía en la boca.
Me chupé toda una bocanada de humo, y se la eché en la cara a Hemingway. La gente rió. Hem se vino hacia mí, me lanzó dos ganchos cortos, y falló ambos golpes. Mis pies eran rápidos. Bailaba en un continuo vaivén, me movía, entraba, salía, a pequeños saltos, tap tap tap tap tap, cinco veloces golpes de izquierda en la nariz de Papá. Divisé a una chica en la fila frontal de butacas, una cosa muy bonita, me quedé mirándola y entonces Hem me lanzó un directo de derecha que me aplastó el cigarro en la boca. Sentí cómo me quemaba los labios y la mejilla, me sacudí la ceniza, escupí los restos del puro y le pegué un gancho en el estómago a Ernie. El respondió con un derechazo corto, y me pegó con la izquierda en la oreja. Esquivó mi derecha y con una fuerte volea me lanzó contra las cuerdas.
Justo al tiempo de sonar la campana me tumbó con un sólido derechazo a la barbilla. Me levanté y me fui hasta mi rincón. Un tío vino con una toalla.
-El señor Hemingway quiere saber si todavía deseas seguir otro asalto.
-Dile al señor Hemingway que tuvo suerte. El humo se me metió en los ojos. Un asalto más es todo lo que necesito para finalizar el asunto.
El tío con la toalla volvió al otro extremo y pude ver a Hemingway riéndose.
Sonó la campana y salí derecho. Empecé a atacar, no muy fuerte, pero con buenas combinaciones. Ernie retrocedía, fallando sus golpes. Por primera vez pude ver la duda en sus ojos.
¿Quién es este chico?, estaría pensando. Mis golpes eran más rápidos, le pegué más duro. Atacaba con todo mi aliento. Cabeza y cuerpo. Una variedad mixta. Boxeaba como Sugar Ray y pegaba como Dempsey.
Llevé a Hemingway contra las cuerdas. No podía caerse. Cada vez que empezaba a caerse, yo lo enderezaba con un nuevo golpe. Era un asesinato. Muerte en la tarde. Me eché hacia atrás y el señor Hemingway cayó hacia adelante, sin sentido y ya frío.
Desaté mis guantes con los dientes, me los saqué, y salté fuera del ring. Caminé hacia mi vestuario; es decir, el vestuario del señor Hemingway, y me di una ducha. Bebí una botella de cerveza, encendí un puro y me senté en el borde de la mesa de masajes. Entraron a Ernie y lo tendieron en otra mesa. Seguía sin sentido. Yo estaba allí, sentado, desnudo, observando cómo se preocupaban por Ernie. Había algunas mujeres en la habitación, pero no les presté la menor atención. Entonces se me acercó un tío.
-¿Quién eres? - me preguntó-. ¿Cómo te llamas?
-Henry Chinaski.
-Nunca he oído hablar de ti -dijo.
-Ya oirás.
Toda la gente se acercó. A Ernie lo abandonaron. Pobre Ernie. Todo el mundo se puso a mi alrededor. También las mujeres. Estaba rodeado de ladrillos por todas partes menos por una. Sí, una verdadera hoguera de clase me estaba mirando de arriba a abajo. Parecía una dama de la alta sociedad, rica, educada, de todo -bonito cuerpo, bonita cara, bonitas ropas, todas esas cosas-. Y clase, verdaderos rayos de clase.
-¿Qué sueles hacer? -preguntó alguien.
-Cojer y beber.
-No, no- Quiero decir en qué trabajas.
-Soy friegaplatos.
-¿Friegaplatos?
-Sí.
-¿Tienes alguna afición?
-Bueno, no sé si puede llamarse una afición. Escribo.
-¿Escribes?
-Sí.
-¿Qué?
-Relatos cortos. Son bastante buenos.
-¿Has publicado algo?
-No.
-¿Por qué?
-No lo he intentado.
-¿Dónde están tus historias?
-Allá arriba -señalé una vieja maleta de cartón.
-Escucha, soy un crítico del New York Times. ¿Te importa si me llevo tus relatos a casa y los leo? Te los devolveré.
-Por mi de acuerdo, culo sucio, sólo que no sé dónde voy a estar.
La estrella de clase y alta sociedad se acercó:
-El estará conmigo. -Luego me dijo-. Vamos, Henry, vístete. Es un viaje largo y tenemos cosas que... hablar.
Empecé a vestirme y entonces Ernie recobró el sentido.
-¿Qué coño pasó?
-Se encontró con un buen tipo, señor Hemingway -le dijo alguien.
Acabé de vestirme y me acerqué a su mesa.
-Eres un buen tipo, Papá. Pero nadie puede vencer a todo el mundo. -Estreché su mano-. No te vueles los sesos.
Me fui con mi estrella de alta sociedad y subimos a un coche amarillo descapotado, de media manzana de largo. Condujo con el acelerador pisado a fondo, tomando las curvas derrapando y chirriando, con el rostro bello e impasible. Eso era clase. Si amaba de igual modo que conducía, iba a ser un infierno de noche.
El sitio estaba en lo alto de las colinas, apartado. Un mayordomo abrió la puerta.
-George -le dijo-. Tómate la noche libre. O, mejor pensado, tómate la semana libre.
Entramos y había un tío enorme sentado en una silla, con un vaso de alcohol en la mano.
-Tommy -dijo ella- desaparece.
Fuimos introduciéndonos por los distintos sectores de la casa.
-¿Quién era ese grandulón?
-Thomas Wolfe -dijo ella-. Un coñazo.
Hizo una parada en la cocina para coger una botella de bourbon y dos vasos. Entonces dijo:
-Vamos.
La seguí hasta el dormitorio.
A la mañana siguiente nos despertó el teléfono. Era para mí. Ella me alcanzó el auricular y yo me incorporé en la cama.
-¿Señor Chinaski?
-¿Sí?
-Leí sus historias. Estaba tan exitado que no he podido dormir en toda la noche. ¡Es usted seguramente el mayor genio de la década!
-¿Sólo de la década?
-Bueno, tal vez del siglo.
-Eso está mejor.
-Los editores de Harperis y Atlantic están ahora aquí conmigo. Puede que no se lo crea, pero cada uno ha aceptado cinco historias para su futura publicación.
-Me lo creo -dije.
El crítico colgó. Me tumbé. La estrella y yo hicimos otra vez el amor.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Contos Maringaenses
O Paraná possui ótimos escritores, e uma nova turma, leva... caras que estão afim de criar suas histórias está nascendo. Botando a cara pra bater. Recebi o ebook Contos Maringaenses do meu amigo Wilame Prado. Ele e outros escritores de Maringá lançam o ebook e percorrem a cidade como uma brisa de uma bela poesia da vida cotidiana. Baixe seu ebook gratuitamente e conheça mais essa literatura.
http://contosmaringaenses.blogspot.com/p/2.html
domingo, 30 de janeiro de 2011
Military Prevents Confrontation between Protesters and Police in Cairo
- Como estão as coisas, Rubens?
- Você não sabe? Em algum lugar elas estão fervendo. E, Deus... Políticos, loucos... Estamos todos sentados num barril de pólvora.
- É, as coisas estão quentes...
- Que tal pedir mais uma?
- Claro...
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Mais silêncio
- ei...
- fala!
- está muito quieto aqui!
- sempre foi assim...- hoje está muito silencioso...
- passa a garrafa.
- sabe... nós não vencemos...- é... você tem razão
- ei...
- fala!
- nunca isto aqui esteve tão quieto.
- sempre foi assim...
- você tem razão. passe a garrafa.
- nós não vencemos.
- muitos não vencem.
- porra! não deveria ser assim.
- sempre será!
- fala!
- está muito quieto aqui!
- sempre foi assim...- hoje está muito silencioso...
- passa a garrafa.
- sabe... nós não vencemos...- é... você tem razão
- ei...
- fala!
- nunca isto aqui esteve tão quieto.
- sempre foi assim...
- você tem razão. passe a garrafa.
- nós não vencemos.
- muitos não vencem.
- porra! não deveria ser assim.
- sempre será!
Invasão
"Eles virão?" - perguntou o cara ao lado.
"É claro que virão"
"Você já os viu?" - continuou a perguntar o cara.
"Não, mas parece que são grandes e feios, além de nojentos. Dizem que são verdes".
"Eles irão nos devorar" - disse o cara.
"Não, eles apenas bebem o nosso sangue".
"Dizem que eles lançam raios fulminantes e estão avançando rapidamente. Nada consegue detê-los"- disse o cara.
"Não esperávamos, não estávamos preparados para eles".
"Eles vieram mesmo de lá?"
"Parece que sim..."
"Foi o cara do rádio que alertou a cidade"
"É..."
"Quando eles aparecerem, o quê vamos fazer?" - perguntou o cara com uma expressão nervosa.
"Ora, vamos atirar entre seus olhos"
"E se eles não tiverem olhos?"
"Bom... acho que estaremos perdidos"
"É claro que virão"
"Você já os viu?" - continuou a perguntar o cara.
"Não, mas parece que são grandes e feios, além de nojentos. Dizem que são verdes".
"Eles irão nos devorar" - disse o cara.
"Não, eles apenas bebem o nosso sangue".
"Dizem que eles lançam raios fulminantes e estão avançando rapidamente. Nada consegue detê-los"- disse o cara.
"Não esperávamos, não estávamos preparados para eles".
"Eles vieram mesmo de lá?"
"Parece que sim..."
"Foi o cara do rádio que alertou a cidade"
"É..."
"Quando eles aparecerem, o quê vamos fazer?" - perguntou o cara com uma expressão nervosa.
"Ora, vamos atirar entre seus olhos"
"E se eles não tiverem olhos?"
"Bom... acho que estaremos perdidos"
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Sofia
Hoje, 26 de Janeiro, minha filha Sofia completa seis anos de idade. A cada dia fico mais apaixonado, surpreendido e encantado por ela. Aquariana, esperta, inteligente, amorosa, companheira,... Minha Rata!
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
domingo, 23 de janeiro de 2011
Poster na parede da Borracharia. http://heroifracassado.blogspot.com/
Clint Eastwood, Fries and a Beautiful Sunny Afternoon
Ok, neste meio tempo, um conto meu publicado em um site Inglês (3ammagazine). Eu sei, a velha Inglaterra não é mais a mesma.
By Emerson Wiskow (trans. Steven Porter)
The sun latched onto Central Market like a soft glove. Downtown Porto Alegre. 22nd August, 2007. Susy and Carol go into the market. The pumpkin-faced shop assistant is packing some goods, he eyes up the women closely and continues with his work. Through the pane of glass the soft warm sun slid down. Only the shop assistant and the two women remain in the market. He thinks about something on seeing them. He thinks about them and imagines something. A few seconds of total silence. Then the sound of the women’s footsteps and the shop assistant sealing the brown parcel. The door opens. Two men enter. EVERYONE IN THE CORNER!! AAhhhh!!! FACE THE WALL!…A poster of Clint Eastwood on the wall. The shop assistant feels a shiver down his spine and looks at the men, the women, and the poster. Clint Eastwood with a flicker of a grin, holding a revolver, the hat resting carefully on his forehead. THE TRAMP THERE, YOU WITH THE FACE OF AN AMERICAN PORN ACTRESS! They both look at him… Unsure which one the man is addressing. He’s holding the weapon. They don’t know what type of gun it is. They think it could be a 38. They are mistaken. The other man approaches the till. THE MONEY!! The shop assistant trembles. THE MONEY!! He opens the till, takes the lot. THE BUSTY BLONDE! YOU! The blonde walks towards the man holding the automatic. She walks slowly. QUICKLY, TRAMP! He gets her tits out, lifts her blouse. A large firm breast with a pink areola and stiff nipple emerges. He sucks. The shop assistant turns away and looks at the face of the one holding the gun, observing him. The shop assistant thinks of the pretty breasts, the other woman watches, he hears the women’s hearts beating strongly. They are terror-stricken, the shop assistant can’t stop his legs from shaking. One of the men puts the money in a bag, the other keeps sucking the blonde’s tit before pushing her aside and heading for the shelves. He lifts a few packets of potato chips, two bottles of whisky. The shop assistant receives a blow to the head, blood oozes out and he doesn’t feel it. The men run away. Do you want one? – asks one of the men now seated in a car crossing the city. Fuck, no! The one making the offer is stuffing his face with crisps. I love these potato chips! Fuck! Did you see the tits on that tramp?! In the market, the two women and the shop assistant try to recover from the assault. Clint Eastwood keeps smiling on the poster.
Cavalos 6 Anos
E não é que acabei me dando conta que o Cavalos já existe há seis anos! Seis anos, não pensei que a brincadeira fosse durar tanto. Agradeço aos que tiveram paciência, saco e coragem para aparecer por aqui. Gracias!
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Tarantino's Mind
Vídeo com Senton Mello e Seu Jorge. Cara, taí um diálogo, roteiro, que eu gostaria de ter criado. Ponha-se no seu lugar, Emerson! Você não tem talento pra isso.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Crônico
Buenas, finalmente terminei as ilustrações para uma coletânea de crônicas. Quando estiver liberado, posto as outras ilustras aqui e no blog Herói. http://heroifracassado.blogspot.com/
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
Click
O sorriso um tanto idiota - Lola, dizia. Entre copos de cerveja, cigarros e suspiros abafados. Ok, você deve conhecer o tipo. Não? Está bem. Lola é desse tipo. Ah, você não conhece o tipo. O tipo Coringa, louca. Absuramente imprevisível. Ela não sabe disso. E fala enquanto mostra a foto do Coringa gargalhando. Fala da gargalhada dele, do sorriso dele. Fala de tudo. Então acende outro cigarro e sorri novamente. Evito mas lembro o Coringa. Lola, a louca. Bebo outro gole e penso e dar o fora. Você, sabe... Não? está bem.
O negócio é que se você. Não sabe? Bom, deixa pra lá.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Notas frias em dias quentes
Tá certo, o ano iniciou e eu não escrevi porra nenhuma. Nem sei se escreverei. Sei que é chover no molhado, mas cada vez parece mais difícil escrever e também estou sem ânimo algum. Ainda tenho a vaga ideia de uma novela, tenho que juntar algum material que guardei para começar a escrever. Terminei algumas ilustras que estava fazendo, não sei se sairá a publicação. Quando poder posto aqui ou no herói fracassado. Por enquanto, vai mais uma do Bukowski.
Um bom tempo
é como
boas mulheres
não é sempre que acontece
e quando surge
ele urge.
o homem é
mais estável:
se ele está mau
há mais chances
que ele prossiga nesse caminhar
e se ele está bem
com certeza isso logo se interromperá,
mas uma mulher
modifica-se
pelos
filhos
pela
idade
pelas
dietas
conversas
pelo
sexo
luar
pela
falta da luz solar
ou de bons momentos.
uma mulher deve ser mantida
pelo amor
onde um homem pode tornar-se
mais forte
ou ser alvo de rancor.
é como
boas mulheres
não é sempre que acontece
e quando surge
ele urge.
o homem é
mais estável:
se ele está mau
há mais chances
que ele prossiga nesse caminhar
e se ele está bem
com certeza isso logo se interromperá,
mas uma mulher
modifica-se
pelos
filhos
pela
idade
pelas
dietas
conversas
pelo
sexo
luar
pela
falta da luz solar
ou de bons momentos.
uma mulher deve ser mantida
pelo amor
onde um homem pode tornar-se
mais forte
ou ser alvo de rancor.
domingo, 9 de janeiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Borracharia
Buenas, cabrones! Preparo uma série de desenhos para meu blog de cartuns. Uma série chamada Borracharia. Apenas mulheres. Na medida do possível vou desenhando e postando lá. Nenhum compromisso com o traço, estilo, que pode mudar. A idéia surgiu, claro, dos famosos calendários que vemos nas tradicionais borracharia de bairro, cidades. Aqueles calendários que querendo ou não, sempre passamos os olhos.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
2011
Meu primeiro post do ano de 2011. Tai um texto do escritor colombiano Efraim Medina Reyes. Há alguns anos estava para ser publicado um livro de contos que escrevi. Dei o título de Sorte Inversa. Bom título. O escritor Efraim escreveria o prefácio do livro. No fim das contas o livro não acabou não sendo publicado. A editora quebrou e o sortudo Emerson ficou na mão. Havia o livro, a capa, o cara do prefácio. Havia.
Feliz 2011, cabrones!
Feliz 2011, cabrones!
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Se foi o ano. Um ano cansativo. Um ano que praticamente não escrevi. Nada de contos, romances, novelas. Poucos desenhos, muito trabalho e pouquíssima grana. Teve algumas coisas boas. Alguns dias bons, momentos. Teve. Espero um bom ano novo, um ano mais leve. Um ano inspirado. Grande ano novo pra nós, cabrones!
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
...
- Você é um homem... VOCÊ É UM HOMEM!
- Desculpe! - murmurou Jonas.
- Porra, e agora? Pare de chorar!...
Jonas continuou chorando baixinho enquanto seu companheiro foi mijar ao lado da estrada. Jonas soluçou e passou a mão no rosto para enxugar as lágrimas que escorriam e deixavam rastros como lesmas.
- Desculpe! - murmurou Jonas.
- Porra, e agora? Pare de chorar!...
Jonas continuou chorando baixinho enquanto seu companheiro foi mijar ao lado da estrada. Jonas soluçou e passou a mão no rosto para enxugar as lágrimas que escorriam e deixavam rastros como lesmas.
...
O quarto ficou iluminado apenas pela luz de um velho abajur vermelho. Entrou uma suave brisa pela janela. A noite foi passando, passando... lenta e calma, até adormecemos.
...
Quer dançar? - perguntou ela, num sorriso suave, fingindo timidez.
- Ah, não sei dançar - respondi. Sempre que uma mulher me convidava para dançar era isso que eu respondia. E logo vinha à minha memória o título de um livro do escritor Norman Mailer: Os machões não dançam. Era isso, os machões não dançavam. Eu não desejava dançar, desejava apenas ela. Os machões não dançam. Os machões não dançam. Eu estava longe disso tudo.
- Ah, não sei dançar - respondi. Sempre que uma mulher me convidava para dançar era isso que eu respondia. E logo vinha à minha memória o título de um livro do escritor Norman Mailer: Os machões não dançam. Era isso, os machões não dançavam. Eu não desejava dançar, desejava apenas ela. Os machões não dançam. Os machões não dançam. Eu estava longe disso tudo.
Adeus, Bogotá!
- Quando tu vai ter grana?
- Não sei...
- Vai ficar fazendo o quê?
- Não sei... Talvez eu tente escrever alguma coisa.
- Não parou ainda?
- Quase.
- Não sei...
- Vai ficar fazendo o quê?
- Não sei... Talvez eu tente escrever alguma coisa.
- Não parou ainda?
- Quase.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
domingo, 19 de dezembro de 2010
The Chemical Brothers - Do it again
The Chemical Brothers - Do it again
.Sono
Psiuuuuu! Não durma garota.
Não durma. Acorde... Deixe esse sono de lado.
Depois observo você dormir.
Outras noites. Agora, acorde. Temos uma longa noite. O melhor de tudo é não dormir.
O melhor é não domir.
Temos a noite. Temos o vinho e meus cigarros.
Temos você deitada aqui.
Bela Adormecida perdeu tempo demais dormindo.
Não durma, temos a noite toda. Beba comigo nessa noite.
Não durma. Acorde... Deixe esse sono de lado.
Depois observo você dormir.
Outras noites. Agora, acorde. Temos uma longa noite. O melhor de tudo é não dormir.
O melhor é não domir.
Temos a noite. Temos o vinho e meus cigarros.
Temos você deitada aqui.
Bela Adormecida perdeu tempo demais dormindo.
Não durma, temos a noite toda. Beba comigo nessa noite.
sábado, 18 de dezembro de 2010
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Resenha
Raphael Fernandes é editor da Revista MAD, e escreveu uma resenha sobre a Revista Golden Shower. Publico ela no Cavalos.
Por Raphael Fernandes
“Golden Shower ou Chuva Dourada (também conhecida como urofilia) é uma parafilia em que a excitação sexual é associada com a observação ou a imaginação da urina ou de urinar.“
- Wikipedia
Essa estranha mania, que animava os sonhos do Marquês de Sade, dá nome à revista independente Golden Shower. O gibi reúne grandes nomes do quadrinho nacional, tendo como única regra a presença da escatologia e do sexo “hardcore” em suas histórias em quadrinhos, a maioria bem meigas e/ou engraçadas.
O toque delicado e muitas vezes romântico dessas HQs eróticas deve em muito ao papel de seu editor, ou melhor, de sua editora: a cartunista Cynthia B. Somente o toque feminino para tornar este verdadeiro mar de mijo em um dos melhores lançamentos do ano.
O toque delicado e muitas vezes romântico dessas HQs eróticas deve em muito ao papel de seu editor, ou melhor, de sua editora: a cartunista Cynthia B. Somente o toque feminino para tornar este verdadeiro mar de mijo em um dos melhores lançamentos do ano.
Entre os colaboradores estão Arnaldo Branco, Ryot, Pablo Mayer, André Dahmer, Chiquinha, El Cerdo, Fábio Zimbres, Daniel Lafayette e Allan Sieber (os dois últimos também colaboraram na edição do projeto).
Dentre todas as histórias, destaco a incrivelmente genial “Éramos 6”, de Eduardo O Sama, que mostra as desventuras de seis pessoas que se aventuraram em uma caverna que parecia não ter saída. Mas tem uma HQ que já faz valer o preço de capa da revista: a adaptação do conto “Guts”, de Chuck Palahniuk, feita pela Cynthia B. com maestria. Uma história com tamanha tensão não merecia menos do que isso.
Nada como ver um monte de histórias escatológicas e muito toscas feitas com altíssima qualidade. Não venha com o velho papinho hipócrita de que não suporta esse tipo de coisa, pois todo mundo tem um fetiche estranho ou hábitos bizarros na hora do vamo ver.
Fica a dica pra quem não tem frescura de ser feliz e adora leitura sem pudores.
Golden Shower tem 100 páginas em preto e branco, formato 20,5 x 27,5 cm e custa R$ 20,00.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Água parada
Eu era muito parado pra ela
água parada
eu ouvia
e então ela chorava e dizia que iria embora
e eu ouvia
água parada
água parada
eu ouvia
e então ela chorava e dizia que iria embora
e eu ouvia
água parada
Short stories III
Tereza sorria fácil, também chorava.
Primeiros meses. Amava. Meses depois, odiava.
Eu odeio você! Ela dizia.
Odeio, quero que você se ferre! Você e suas vagabundas!
Eu ouvia tudo. Ouvia, ouvia e ouvia. Então ela pegava sua bolsa e saia batendo a porta. Eu ainda dava uma última olhada em seu belo quadril que dançava porta a fora.
Primeiros meses. Amava. Meses depois, odiava.
Eu odeio você! Ela dizia.
Odeio, quero que você se ferre! Você e suas vagabundas!
Eu ouvia tudo. Ouvia, ouvia e ouvia. Então ela pegava sua bolsa e saia batendo a porta. Eu ainda dava uma última olhada em seu belo quadril que dançava porta a fora.
Short stories
Denise olhou-me, sorriu e beijou-me. Ficamos ali, os dois, durante algum tempo.
Depois me vesti e fui embora. No meio da noite fiquei esperando a pancadaria recomeçar.
A noite passou calma e suave, sem gritos, coisas quebradas e pancadaria.
No dia seguinte soube que Denise havia feito sua mala e dado o fora,
deixando o seu «marido» para trás.
Depois me vesti e fui embora. No meio da noite fiquei esperando a pancadaria recomeçar.
A noite passou calma e suave, sem gritos, coisas quebradas e pancadaria.
No dia seguinte soube que Denise havia feito sua mala e dado o fora,
deixando o seu «marido» para trás.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Fim
Está bem, o sonho acabou. Literatura? Quem vive apenas dela? Aqui no Sul nos dividimos entre Gremistas e Colorados. Nascemos Gremistas ou Colorados. Sempre foi assim, sempre será. Eram Maragatos e Chimanos... e por assim adiante... Buenas..., então nós gremistas queremos dar nossa saudação ao Grandioso Mazembe, do Congo, que venceu o Internacional pelo placar de 2x0. E a cidade que já estava pintada de vermelho, e os colorados que já preparavam a festa e tripudiavam sobre os gremistas... amargam uma participação vergonhosa no Mundial.
domingo, 12 de dezembro de 2010
...
Recebi a revista Golden Shower. Cheguei em casa e lá estava ela, me esperando. Embrulhada. Ficou bacana. Tô nela com um porrada de gente. Tem caras muito bons participando da revista. O velho Otta, Caco Galhardo, Allan..., e por aí vai. Detalhe da sacanagem, (parece que apenas comigo acontecem certas coisas) os selos do envelope são em homenagem aos 100 anos do Clube Internacional. No selo diz: Campeão de tudo. Tá bom. Para quem não sabe, SOU GREMISTA!
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
...
Finalizei a capa para um livro. Acho que uma boa capa. Ilustração, fontes..., Vou enviar para os caras aprovarem (ou não) e quando puder posto ela aqui. Ainda tenho mais quatro ilustras para fazer para o livro. Fora isso há o calor...
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
"MALDITOS CARTUNISTAS" - TEASER ANGELI
TEASER ANGELI - sacanagem fazer você visitar o Herói, mas quando o lance tratar de cartuns... é no Herói que publico. Angeli, esse é o cara!
Herói Fracassado
Buenas, vou voltar a publicar meus desenhos, HQs e rabiscos no Blogger. Eu estava usando Wordpress mas não gostei da plataforma. O blogger é muito mais amigável, menos complicado, prático. Então, meu blog Herói Fracassado volta a se hospedar no Blogger.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
...
Pois bem, vejam só. Alguns contos meus foram usados para trabalho com alunos de uma escola de ensino fundamental, em MG. Alunos do 6º ano. O tema era sobre contos fantásticos. Certa vez fui convidado para dar algumas palestras em escolas de Canoas, juntamente com outros escritores da cidade. Este é um grande terror, falar em público. Apenas tento escrever alguns textos, alguns continhos. Não sou palestrante, não gosto de falar, também não tenho nada a "ensinar". Acabei não aceitando, mas gostei do lance de alguns alunos trabalharem com minhas histórias.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
"Terrorismo Poético, O Filme"
"Terrorismo Poético, o Filme", de MaicknucleaR - versão de internet (baixa qualidade) from maicknuclear on Vimeo.
Meu pareciro Maick nuclear está com um novo projeto de filme. LANÇAMENTO TRILÍNGUE (inglês, francês e português) do filme "Terrorismo Poético, O Filme".
Dia 04/DEZ, no site oficial: www.ofilme.cjb. net
Dia 04/DEZ, no site oficial: www.ofilme.cjb.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Cidade Fantasma
Amanhecer
Iguarias. Levemente atormentada. Pela manhã barbitúricos. Sonha com monstros, liga durante a madrugada.
Durante algum tempo resolveu pintar. Quadros horríveis, eu disse para ela. Lola respondia afirmando que eu era insensível. Creio que não. Não me diziam nada. De qualquer modo logo ela abandou a pintura. Voltou para suas iguarias, barbitúricos.
Iguarias. Levemente atormentada. Pela manhã barbitúricos. Sonha com monstros, liga durante a madrugada.
Durante algum tempo resolveu pintar. Quadros horríveis, eu disse para ela. Lola respondia afirmando que eu era insensível. Creio que não. Não me diziam nada. De qualquer modo logo ela abandou a pintura. Voltou para suas iguarias, barbitúricos.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Café da Manhã
Nada demais. Ontem (22/11), antes de sair para o trabalho pela manhã abri um jornal da cidade ao acaso, passei os olhos sobre ele enquanto bebericava uma pequena xícara de café preto. Então notei duas matérias na página de variedades, falavam sobre eventos na cidade. Cada matéria falava sobre um. Você sabe. Cinco minutos. Eu tinha mais cinco minutos antes de sair correndo para não perder o ônibus. Percebi que eu havia feito algo para os dois eventos anunciados ali. Logomarca, identidade visual. Foda, e a conta bancária zerada. Matando cachorro a grito. Sem grana, bebendo meu café magro para sair correndo para o trabalho onde venderei horas e mais horas por uma mixaria que não paga minhas contas. Vou correr lá senão perco o ônibus.
Finalmente chegou em minhas mãos, e estou lendo, É Quase Tudo Verdade, do Allan Sieber e Pergunte ao Pó, do Fante. Parece que todos já leram esse livro, só agora consegui um exemplar para ler. Entre as poucas horas que sobram estou trabalhando em algumas ilustrações, parece que seis, mais uma para capa de um livro. Cansaço. Cansaço. Enquanto isto aproveitei à hora do almoço para passar num tatuador para me informar dos preços. Estou tentando conseguir fazer sobrar uma grana para poder tatuar o nome da minha filha Sofia no braço.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Short stories
Bebemos Gin com limão. Elise tinha pernas que lembravam troncos, poderosos troncos destruidores. A conheci no bar, bang bang. Amante de carteiro. Inacreditável, ali, fibras, ossos, artérias, víceras. Tudo ali, compondo ela.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Revista Golden Shower no O Globo
Editado por Cynthia B., a revista “Golden Shower” é praticamente um quem é quem da cena indie brasileira de quadrinhos.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
RAYMOND CARVER
Cabrones, não sou um cara de poesia. Gosto de poucas e de poucos, mas algumas vezes você encontra algo. Uma poesia que de alguma forma toca você, que diga algo que você sinta, algo parecido com seus sentimentos e pensamentos. Buenas, esta que posto aqui é de autoria de RAYMOND CARVER, e encontrei (veja só, nem só de cerveja vive o homem!) no blog do Allan Sieber.
MEDO
Medo de ver a polícia estacionar à minha porta.
Medo de dormir à noite.
Medo de não dormir.
Medo de que o passado desperte.
Medo de que o presente alce voo.
Medo do telefone que toca no silêncio da noite.
Medo de tempestades elétricas.
Medo da faxineira que tem uma pinta no queixo!
Medo de cães que supostamente não mordem.
Medo da ansiedade!
Medo de ter que identificar o corpo de um amigo morto.
Medo de ficar sem dinheiro.
Medo de ter demais, mesmo que ninguém vá acreditar nisso.
Medo de perfis psicológicos.
Medo de me atrasar e medo de ser o primeiro a chegar.
Medo de ver a letra dos meus filhos em envelopes.
Medo de que eles morram antes de mim, e que eu me sinta culpado.
Medo de ter que morar com a minha mãe em sua velhice, e na minha.
Medo da confusão.
Medo de que este dia termine com uma nota infeliz.
Medo de acordar e ver que você partiu.
Medo de não amar e medo de não amar o bastante.
Medo de que o que amo se prove letal para aqueles que amo.
Medo da morte.
Medo de viver demais.
Medo da morte.
Medo de dormir à noite.
Medo de não dormir.
Medo de que o passado desperte.
Medo de que o presente alce voo.
Medo do telefone que toca no silêncio da noite.
Medo de tempestades elétricas.
Medo da faxineira que tem uma pinta no queixo!
Medo de cães que supostamente não mordem.
Medo da ansiedade!
Medo de ter que identificar o corpo de um amigo morto.
Medo de ficar sem dinheiro.
Medo de ter demais, mesmo que ninguém vá acreditar nisso.
Medo de perfis psicológicos.
Medo de me atrasar e medo de ser o primeiro a chegar.
Medo de ver a letra dos meus filhos em envelopes.
Medo de que eles morram antes de mim, e que eu me sinta culpado.
Medo de ter que morar com a minha mãe em sua velhice, e na minha.
Medo da confusão.
Medo de que este dia termine com uma nota infeliz.
Medo de acordar e ver que você partiu.
Medo de não amar e medo de não amar o bastante.
Medo de que o que amo se prove letal para aqueles que amo.
Medo da morte.
Medo de viver demais.
Medo da morte.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Golden Shower
Lançamentos Quinta e Sexta da Golden Shower!
Infelizmente não irei. Certeza de festa boa. Quem puder, apareça e leve a sua revista para casa.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Adeus, Bogotá!
Sandra cuspia fogo. Gostava de vestir cinta-liga, espartilho, corpete. Andava assim pela casa. Gostava de me agradar. Comprava cigarros, fazia o café, agrados. Tinha uma maravilhosa região pélvica. Eu gostava de beijá-la ali.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
DANIEL NA COVA DOS LEÕES (4ª Parte)
Quarto dia
O Arqueiro Verde saberá o que fazer
Eu estava deitado em minha cama lendo uma revista em quadrinhos. O ativista Oliver Queen veste seu uniforme. Pega seu arco e num instante transforma-se no Arqueiro Verde, pronto para salvar a cidade, o mundo, a humanidade. O Arqueiro, desde a minha adolescência, é meu herói preferido. Ele e suas flechas variadas. O vilão acaba de assaltar um banco, o Arqueiro Verde pega uma de suas flechas - a flecha que possui na ponta algo que parece uma luva de boxe - e dispara certeiro. A flecha atinge o vilão no queixo sem que ele tenha tempo para reagir. Cai nocauteado. Missão cumprida. Noutra vez, um ser do espaço ataca a cidade. Ele se alimenta de verde, mais especificamente de vegetais. Árvores, arbustos, tudo que possua folhas. Matas, bosques, florestas são devoradas como se atacadas por uma praga de gafanhotos gigantes. Uma praga maior do que a que se abateu sobre o Egito. Oliver sabe que terá muito trabalho, a vida na terra depende dele, a humanidade está fodida. Mas ele, o Arqueiro Verde, bem... ele tem seu arco multi-uso e descobrirá como deter a ameaça. Quando estou prestes a trocar de página Andréa rompe a porta fumando um cigarro. Só então me dou conta de que dei uma cópia da chave para ela. Assim rápido. Há poucos dias eu nem ao menos sabia que ela existia. Eu nunca fui tão rápido. Eu fui, ela foi? Não importa. Para mim a única coisa que importa é que ela esteja aqui. Foi a primeira vez que Andréa foi ao meu apartamento.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Nasceu!
Cynthia B. posa orgulhosa com a revista
Cabrones, nasceu a tão esperada revista Golden Shower. Fruto do grande esforço e obstinação de Cynthia B. Todos sabem que lançar uma revista em quadrinhos indepedente não é nada fácil, na maioria das vezes o projeto morre nas reuniões. Golden Shower, chega trazendo "coisas lindas, doentes e sujas", segundo, Cynthia B. Buenas, o velho Wiskow se orgulha de ter participado com uma pequena HQ na revista, juntamente com Allan Sieber, Chiquinha, André Dahmer, Benett, os rapazes da Beleléu e do Samba, Fabio Lyra, Arnaldo Branco e outros nomes do cenário atual estão reunidos em 100 páginas de quadrinhos.
O lançamento é dia 11 de Novembro, quinta-feira, na La Cucaracha! Procure também nosso stand na Rio Comicon chamado Quadrinhos Dependentes. http://www.ambrosia.com.br/off-comicon/
O Preço é de apenas R$7,00. Compre, compre!!
O lançamento é dia 11 de Novembro, quinta-feira, na La Cucaracha! Procure também nosso stand na Rio Comicon chamado Quadrinhos Dependentes. http://www.ambrosia.com.br/off-comicon/
O Preço é de apenas R$7,00. Compre, compre!!
sábado, 6 de novembro de 2010
DANIEL NA COVA DOS LEÕES (Parte 3)
Terceiro dia
Coca-Cola
Marcamos no bar, no fim da tarde. Ela me encontrou enquanto eu bebia uma Cola-Cola. Pela manhã eu soube que havia perdido a vaga para estagiário de jornalismo num pequeno jornal da cidade, mas um amigo de faculdade já havia me indicado para outra vaga em outro jornal. Eu tinha fé. Estava confiante nessa nova vaga. Andréa chegou sorridente, vestia uma calça jeans, uma pequena blusa colada ao corpo e de seus dedos pendia um cigarro ainda apagado. Assim que chegou colou seus lábios nos meus e sentou-se.
- Essa é uma cidade fantasma – ela disse.
- O quê?
- Cidade fantasma. Vivemos numa cidade fantasma. Aqui nada existe. Nem eu, nem você, nem seus amigos ou os meus. Todas aquelas pessoas que andam e se acotovelam-se nas ruas como se não existisse mais nada a não ser elas. Todos eles. São apenas fantasmas. Assim como essa cidade. Apenas aceitam, não reagem. Acabei concordando e quase formamos ali, uma dupla de heróis. Poderíamos vencer o mundo. Eu, ela, nosso amor. Nosso amor? Ou meu amor? Seu amor? Nesse instante hesitei com meus pensamentos. Ela me amava? Então olhei em seus olhos e ela sorriu como se tivesse lido meus pensamentos. Não sei o real motivo, mas acabei pensando que sim. Ela acendeu o cigarro e uma garçonete esquelética chegou na mesa para fazer o pedido. Outra Coca? – ela disse. Andréa sorriu e respondeu tão simples como um pardal na beira da estrada – uma cerveja.
Coca-Cola
Marcamos no bar, no fim da tarde. Ela me encontrou enquanto eu bebia uma Cola-Cola. Pela manhã eu soube que havia perdido a vaga para estagiário de jornalismo num pequeno jornal da cidade, mas um amigo de faculdade já havia me indicado para outra vaga em outro jornal. Eu tinha fé. Estava confiante nessa nova vaga. Andréa chegou sorridente, vestia uma calça jeans, uma pequena blusa colada ao corpo e de seus dedos pendia um cigarro ainda apagado. Assim que chegou colou seus lábios nos meus e sentou-se.
- Essa é uma cidade fantasma – ela disse.
- O quê?
- Cidade fantasma. Vivemos numa cidade fantasma. Aqui nada existe. Nem eu, nem você, nem seus amigos ou os meus. Todas aquelas pessoas que andam e se acotovelam-se nas ruas como se não existisse mais nada a não ser elas. Todos eles. São apenas fantasmas. Assim como essa cidade. Apenas aceitam, não reagem. Acabei concordando e quase formamos ali, uma dupla de heróis. Poderíamos vencer o mundo. Eu, ela, nosso amor. Nosso amor? Ou meu amor? Seu amor? Nesse instante hesitei com meus pensamentos. Ela me amava? Então olhei em seus olhos e ela sorriu como se tivesse lido meus pensamentos. Não sei o real motivo, mas acabei pensando que sim. Ela acendeu o cigarro e uma garçonete esquelética chegou na mesa para fazer o pedido. Outra Coca? – ela disse. Andréa sorriu e respondeu tão simples como um pardal na beira da estrada – uma cerveja.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
DANIEL NA COVA DOS LEÕES (Parte 2)
Segundo dia
Uma fêmea de leopardo em sua cama
Na manhã seguinte tive a nítida impressão de que poderia vencer o mundo. Algo assim. Mas vencê-lo? Mudá-lo? Eu tinha fé e antes de Andréa aceitava tudo. Agora, não mais.
Hoje é o segundo dia que estamos juntos. Estamos? Eu estou? Ela realmente está? Preferi não perguntar e deixar minhas questões armarzenadas na cabeça como uma caixa de dinamite que você carrega cuidadosamente em suas mãos. É melhor não deixá-la explodir, por mais que você queria as respostas. Uma resposta pode ter o mesmo efeito que uma explosão. Ainda mais se ela explodir em suas mãos. Mesmo que você ache que está preparado. Na maioria das vezes não está. Sendo assim, acendi um cigarro e observei Andreia espreguiçar-se como um leopardo. Um animal lindo e selvagem cuja beleza você não resistia, algo levava a querer se aproximar, mesmo correndo o risco de ser devorado. Mas ao vê-lo deitado em sua cama, ao sentir que de certa forma foi aceito e lhe foi permitido tocá-lo, acariciá-lo... bom, aquilo lhe dava uma certa força, uma coragem que nem mesmo você sabia que possuía.
Uma fêmea de leopardo em sua cama
Na manhã seguinte tive a nítida impressão de que poderia vencer o mundo. Algo assim. Mas vencê-lo? Mudá-lo? Eu tinha fé e antes de Andréa aceitava tudo. Agora, não mais.
Hoje é o segundo dia que estamos juntos. Estamos? Eu estou? Ela realmente está? Preferi não perguntar e deixar minhas questões armarzenadas na cabeça como uma caixa de dinamite que você carrega cuidadosamente em suas mãos. É melhor não deixá-la explodir, por mais que você queria as respostas. Uma resposta pode ter o mesmo efeito que uma explosão. Ainda mais se ela explodir em suas mãos. Mesmo que você ache que está preparado. Na maioria das vezes não está. Sendo assim, acendi um cigarro e observei Andreia espreguiçar-se como um leopardo. Um animal lindo e selvagem cuja beleza você não resistia, algo levava a querer se aproximar, mesmo correndo o risco de ser devorado. Mas ao vê-lo deitado em sua cama, ao sentir que de certa forma foi aceito e lhe foi permitido tocá-lo, acariciá-lo... bom, aquilo lhe dava uma certa força, uma coragem que nem mesmo você sabia que possuía.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Cidade Fantasma
Goreti reclamava de minhas atitudes. Parei de desenhar, reclamava do dinheiro. Da falta dele. Não posso julgá-la por isso. Todas mais cedo ou mais tarde jogavam isso na sua cara. Os desenhos não davam grana, nada dava. Ela não podia mais ver eu sentado esboçando algo numa folha. Dava para sentir o olhar cortante me fuzilando. Goreti passava um café, acendia um cigarro e voltava a me fuzilar.
DANIEL NA COVA DOS LEÕES (Parte 1)
(Primeiro dia)
James Dean
A primeira coisa que me chamou a atenção ao entrar no quarto dela foi um pôster gigante de James Dean na parede. Ficava na cabeceira de sua cama como a imagem de um Jesus Cristo. Ele lançava um olhar perdido, descansando um cigarro na ponta da boca, tinha um olhar que eu jamais faria igual, uma beleza que eu não tinha e um Porsche Carrera que eu jamais teria. Tentei não me intimidar com a imagem e desviei o olhar para as dezenas de vinis na estante. Enquanto eu fingia analisar os discos com curiosidade ela andou até o criado mudo, abriu a gaveta e de lá tirou um pequena bucha de plástico. Logo senti o cheiro de erva. Ela fechou um baseado, acendeu, prensou e soltou a fumaça. O cheiro me fazia mal, mas com James Dean olhando, aceitei um pega quando ela ofereceu. Por incrível que pareça foi a minha primeira vez.
Depois ela começou a dançar para mim, lenta e suavemente. Dançava e fumava e, enquanto dançava, ia se despindo. Era como se eu fosse lambido pelo sol do entardecer. Minha cabeça pesava enquanto eu, já jogado em sua cama, assistia a tudo devorando cigarros. Foi a primeira vez que vi seus seios.
Eram grandes e tinham uma brancura leitosa com belas auréolas muito rosa, bicos rijos. Ela continuou dançando, sinuosamente, lançado fumaça pelo ar, vestindo apenas sua calça jeans. Então, com a voz que parecia vir de outra dimensão, pediu para que eu pegasse uma cerveja na geladeira. Servi a nós dois. Ela bebeu um grande gole e continuou dançando enquanto eu, me sentindo agraciado pelos deuses, novamente me jogava em sua cama para assisti-la. Ela estendeu a mão me oferecendo mais um pega. Fumei e logo em seguida sequei o copo com um longo gole. Então ela desabotoou a calça e, se esgueirando como um ser mitológico, uma mistura de sereia e serpente, livrou-se dela ficando apenas de calcinha. A luz fazia todo trabalho detalhando-me sua silhueta esguia. Logo após ela veio em minha direção e deitou-se sobre meu corpo, como se fosse me engolir. Foi a primeira vez que senti sua umidade.
James Dean deve ter ficado com inveja de mim.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Paris é uma festa.
Paris é uma festa. Não é?! Imagine você andando pelas ruas e encontar nun beco uma gravura como essa. Uma série delas estão esplhadas pela cidade. É o Claire Streetart, um projeto que nasceu nas ruas de Paris, inspiradas pelo mito que envolve a cidade sobre “L´amour” . Bacana pra caralho.
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